terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sem pressa

É muito bom visitar uma cidade assim, com calma, sem correrias, dormindo bem, lendo, caminhando pelas ruas sem pressa.

Inevitável frequentar lugares turísticos, ainda mais em Paris, mas sempre procuramos os locais e programas feitos por franceses. Picnic, por exemplo, é bem francês. Como o sol não é muito constante aqui e o verão muito curto, eles andam atrás dele, sempre procurando um raiozinho de sol, onde se deitam, sentam e ficam curtindo. Nos horários de almoço, depois do trabalho, estão pelas ruas, aproveitando os últimos dias de verão (nós chamaríamos isso de outono).

Mas eles sabem curtir a vida. Tem muita música no ar, ambientes de beleza, locais para um bom papo, restaurantes charmosos, cafés...

É um lugar onde se sente que tem história, passeamos no meio dela, parece um lugar de outra época. Parece, não, é. Continua sendo usado mas ele é de outros tempos, isso é bem claro aqui.Ao mesmo tempo que tudo tão bem planejado. Não foi uma cidade que simplesmente foi crescendo de qualquer jeito, ela é toda desenhada.Sempre tem uma praça no meio e dali saem ao redor as ruas, formando círculos. Encantador para nós que estamos acostumados com um centro  o resto da cidade vai rolando como o diabo gosta, crescendo de qualquer jeito.

Outra grande diferença aqui é que a cidade funciona para proporcionar cultura e divertimento para o povo, grátis. Ela serve a sua população, seja rico ou pobre. Trânsito super tranquilo, transporte público com uma malha extensa, servindo a todos...coisas que não estamos acostumados...
É que somos muito jovens ainda como país e cultura, temos só 500 anos, não sacamos o lance. Piorando a situação, nosso modelo é o americano, com cidades que crescem para cima e não para os lados,  criando ambientes de área verde, parques, arte. Isso tudo muda a cabeça de um povo.

Mas também vou nos defender um pouco, somos mais espontâneos, alegres, rimos mais, dançamos muito.
Eu amo o Brasil. Admiro a França mas adoro ter nascido nesse país tropical.



Sem falar que aqui se usa euro, que temos que multiplicar por 3 e ganhamos em real...mas como diz minha nora Marina, quem converte não se diverte.

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